Mundus creatorum audacium est.
Opinião não falta no Brasil — disso tem de sobra. O que quase não se escreve é crítica que não escolhe o alvo. Cada veículo tem o seu político de estimação: aquele cujo erro vira contexto e cujo escândalo vira perseguição. Aqui ninguém é de casa.
A Mundus tem visão de mundo declarada — e é por tê-la declarada que não precisa proteger ninguém. Quando o erro vem do lado de cá, sai na capa como sairia de qualquer outro. E custa mais quando vem de quem a gente admira.
Coragem, aqui, não é subir o tom contra o adversário: é cobrar do aliado com a mesma régua. Audacium não é arrogância — é o risco de afirmar, de assinar uma tese e sustentá-la.
Esta é uma revista, não um jornal. Não corremos atrás da notícia do dia: pegamos o que já aconteceu e dizemos o que significa. Sobre orçamento e número, isso se faz com número. Sobre costume, moral e poder, se faz com argumento.
O corajoso não é só quem escreve. É também quem lê e age. Escrevemos para quem vai fazer algo com o que leu. Corajosos falando com corajosos.
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